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João Onofre, Josh Shaddock, Julieta Aranda, Liam Gillick, Ricardo Valentim, Rita Sobral Campos
19 de Julho a 30 de Setembro– September 30, 2006


Press releaseEnglishEspañol


A Galeria Pedro Cera tem o prazer de apresentar a exposição colectiva …dirty words que reúne trabalhos de João Onofre, Josh Shaddock, Julieta Aranda, Liam Gillick, Ricardo Valentim e Rita Sobral Campos.

João Onofre (Lisboa, 1976) apresenta três desenhos de duas séries distintas: Pen Running Dry, 2005 e Five Words in a Line (extended version)’, 2006. Em Pen Running Dry assume especial importância o revelar do processo de execução que faz coincidir a proposição escrita com a execução plástica, enquanto que na série Five Words in a Line (extended versions), (originalmente escrita por Gertrude Stein em 1930) prevalecem os elementos formais da composição que dão corpo á ideia sucessivamente renovada pela introdução de diferentes logótipos ligados a à cultura automóvel.

De Josh Shaddock (Hattiesburg, MS, 1973), apresentam-se também trabalhos de duas séries. Fotografias da série Dirty Mind, nas quais o autor coloca os dedos estrategicamente em frente da lente de modo a truncar palavras escritas em painéis publicitários cujo resultado será a leitura de uma nova palavra de teor obsceno, e um conjunto de oito livros (quase todos clássicos da literatura) onde, nos respectivos títulos, à preposição ‘and’ é sistematicamente acrescentada a preposição ‘or’. Adição e subtracção no campo da linguagem escrita são dois temas presentes nestes trabalhos.

Julieta Aranda (Mexico City, 1975), intervém com a apresentação de uma escultura com som onde se podem escutar em simultâneo os 182 hinos nacionais de igual número de países reconhecidos pela ONU e com dois grafitos de teor politico, que se inserem na série de trabalhos de propaganda revolucionária que tem vindo a desenvolver nos últimos anos.

Liam Gillick (Aylesbury, 1964), apresenta aqui duas frases colocadas em paredes adjacentes no espaço expositivo. ‘Run to the nearest town’ e ‘OK I’m going to run to the nearest town’ parecem estabelecer uma condição de inevitabilidade, de dormência por parte do segundo sujeito que acata a ordem dada pelo primeiro, sem sequer reflectir sobre ela.

Ricardo Valentim (Loulé, 1978), está presente na exposição com três trabalhos da série Screen, centrados na ideia de construção de conteúdo e na forma como diferentes modelos se sobrepõem originando novos modelos. Nas palavras do autor ‘A razão de representar uma imagem ou objecto através do processo da serigrafia justifica-se no propósito de criar uma plataforma onde o conteúdo perca o seu referente e o enquadramento falhe por completo’.

Por ultimo, de Rita Sobral Campos (Lisboa, 1982) podem ver-se dois posters da série The Archivist. Baseados em provas de impressão estes trabalhos constroem o mapa conceptual do projecto mais vasto em que se inserem. Com coordenadas e legendas alteradas que tornam mais árdua a tarefa de leitura, estas construções gráficas desenvolvem-se em torno da ideia de codificação.

A exposição estará patente entre 19 de Julho e 30 de Setembro, encontrando-se a galeria encerrada durante o mês de Agosto.