chandelier across cognition generates glow linguistic signals perception, Jan 23 –
Mar 06, 2010
Press release English
A Galeria Pedro Cera tem o prazer de anunciar a primeira exposição individual do artista Adam Pendleton no seu espaço, a decorrer entre 23 de Fevereiro e 6 de Março.
A Adam Pendleton interessa-lhe predominantemente o tema da linguagem e a sua característica singular de estrutura aberta simultaneamente a realidades existentes e a novas realidades. No seu trabalho, Pendleton cria novos dispositivos linguísticos e sistemas de apresentação, que aproximam a linguagem da forma e a forma da linguagem.
O título da exposição deriva das palavras completas que correspondem às proto-palavras que surgem nos trabalhos “Systems of Display”. A esta designação corresponde uma serie aberta de trabalhos serigrafados em espelho com superfícies de vidro impresso com letras. Pendleton apropria-se de imagens relacionadas com temas da história de arte e da performance, recorrentemente utilizadas em publicações de arte contemporânea, a par de imagens com origem noutras fontes históricas relacionadas com o modernismo africano. Para gerar linguagem para a serie, Pendleton recorreu a um texto que aborda o trabalho do artista britânico Cerith Wyn Evans – texto que em si mesmo reflecte sobre a tentativa de Wyn Evans de instrumentalizar a linguagem através de diferentes mecanismos – e isolou palavras que lhe pareciam referir-se especificamente ao conteúdo do texto. Depois de isoladas, as palavras são “atomizadas” e o remanescente - letras soltas - é impresso na superfície de vidro. “Systems of Display” mina os discursos visual e de texto, retirando-os do seu contexto original de modo a que estes assumam a qualidade de documentação dos discursos em si mesmos. Os objectos percorrem vários sistemas, imbuídos de uma presença literal na sua abstracção performativa e de um papel discursivo na representação que se estende ao tecido social.
As cerâmicas de Pendleton em vermelho, amarelo, laranja, verde, azul e branco, e as pinturas serigrafadas a duas cores, são inerentemente abstractas, projecções materiais dos limites da linguagem tal como foram tratadas por figuras como Wittgenstein ou a poetisa “clarividente” Hannah Weiner. As três formas dos objectos em cerâmica, círculo, quadrado e rectângulo, derivam de imagens publicadas no livro de Weiner “Code Poems” de 1982. Weiner no seu “Code Poems” utilizou o International Code of Signals – um sistema de sinalização marítima do século XIX, limitado a apenas algumas palavras e frases por sinalização de bandeiras e código morse – num arranjo de texto disruptivo relativamente ao sentido para o qual havia sido criado. Atraída por “linguagens construídas” uma vez que estas demonstravam a natureza construtiva da linguagem em geral, Wiener acrescentou ao seu código morse um terceiro elemento, o quadrado, cuja tradução para linguagem comum nunca se chegará a verificar. O “código” de Pendleton articula fisicamente as políticas e processos da linguagem em relação directa com o sentido do fazer, pretendendo demonstrar que não obstante ao pensamento nem sempre corresponder linguagem, a linguagem pode determinar pensamento.
Adam Pendleton (1984, Richmond, USA) vive e trabalha em Nova Iorque. Futuras exposições incluem mostras na The Kitchen, New York; “Modernism and the Black Atlantic”, Tate Liverpool, Liverpool, UK; “Desire”, Blanton Museum of Art, Austin; e “From then to Now”, Museum of Contemporary Art, Cleveland. Participações em exposições e bienais incluem “Younger than Jesus”, New Museum, New York; “Manifesta 7”, Trentino- South Tyrol, Italy; “Performa 07”, New York; “Object, The Undeniable Success of Operations”, Stedelijk Museum Bureau, Amsterdam; “The Future as Disruption”, The Kitchen, New York; “Talk Show”, Institute of Contemporary Art, London; “The one hundred and sixty-third floor: Liam Gillick curates the collection”, Museum of Contemporary Art, Chicago; “Freeway Balconies”, Deutsche Guggenheim, Berlin; “Hey Hey Glossolalia”, Creative Time, New York; e “Manifesto Marathon” na Serpentine, London. Pendleton é co-editor da publicação LAB MAG. |