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Gilberto Zorio, Mai 06 – Jul 24, 2010



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A Galeria Pedro Cera tem o prazer de anunciar a exposição individual do artista Gilberto Zorio.
 
Gilberto Zorio é um dos artistas cujo trabalho surge regularmente associado ao movimento Arte Povera, assim designado pelo crítico de arte Germano Celant, na segunda metade da década de sessenta.

Zorio, cuja primeira individual remonta a 1963, então com vinte e um anos de idade, encontrou, desde muito cedo, o seu vocabulário artístico, que o acompanha de modo consistente e regular até ao momento presente.

O território de Zorio é, por excelência, o território da transformação. Dos processos químicos e alquímicos, da transferência de energia e dos perigos do processo, de uma percepção cósmica do mundo que integra os elementos da viagem, do movimento e da animalidade.
Estrelas, dardos, ácidos, canoas e peles de animais. São estes os elementos físicos mais recorrentes do seu trabalho, aos quais Zorio associa frequentemente o fósforo e a luz intermitente. A consequência desta acção resulta, quase sempre, numa experiência simultaneamente emocional e sensorial, entre aquilo que é invisível antes do processo de transferência de energia e a visibilidade instantânea e efémera do fenómeno, no momento posterior.

Numa entrevista recente, o artista afirmava “(…) Antes de ser símbolo e representação, a estrela global é uma imagem universal e uma fonte de energia. Tem significados diferentes segundo as culturas: a estrela do Cristianismo, a estrela do Islão, a das republicas soviéticas… É uma imagem universal porque responde a um desejo da humanidade, do homem: quando compreende que não pode tocar a estrela com a mão, inventa a sua representação, desenha-a. No modo como cada homem a pensa e a desenha oferece-nos a sua própria imagem. É a ideia do êxodo, da viagem, e, ao mesmo tempo, é energia. Por isso volto sempre à estrela. (…)”

Em 1976 Gilberto Zorio executava a sua primeira Torre Stella num jardim público da cidade de Brescia. Desde então, Zorio vem refazendo esta obra, partindo sempre da ideia inicial mas apresentando-a em diferentes locais e em novas versões, num diálogo permanente de transformação e tensão física com a arquitectura que encontra em cada lugar.

Para a presente exposição, o artista refaz, uma vez mais, a sua Torre Stella, fazedo-a acompanhar de outros trabalhos recentes.

Gilberto Zorio nasceu em 1944 em Andorno Micca, Itália. Das inúmeras exposições individuais e colectivas em que participou destacamos as participações nas Documentas V e IX, em 1972 e 1992, e cinco participações na Bienal de Veneza, respectivamente, 1978, 1980, 1986, 1995 e 1997. Actualmente expõe no CGAC - Centro Galego de Arte Contemporânea, numa mostra antológica com origem no Mambo, Museu de Arte Moderna de Bolonha, e que integra obras desde 1968 até à actualidade.